Para quem não o conhece, Stephen King é um escritor americano, reconhecido como um dos mais notáveis escritores de contos de horror fantástico e ficção de sua geração. Os seus livros venderam mais de 350 milhões de cópias com publicações em mais de 40 países. Muitas de suas obras foram adaptadas para o cinema. É o nono autor mais traduzido no mundo.
Há alguns anos Stephen King escreveu uma carta a uma biblioteca pública na Flórida, recitando todas as suas influências de livros que foram fundamentais para ensiná-lo a dominar a escrita. Vejamos:
O Senhor das Moscas (William Golding, 1954)
Sinopse: Durante a Segunda Guerra Mundial, um avião cai numa ilha deserta, e seus únicos sobreviventes são um grupo de meninos em idade escolar. Eles descobrem os encantos desse refúgio tropical e, liderados por Ralph, procuram se organizar enquanto esperam um possível resgate. Mas aos poucos — e por seus próprios desígnios — esses garotos aparentemente inocentes transformam a ilha numa visceral disputa pelo poder, e sua selvageria rasga a fina superfície da civilidade, que mantinham como uma lembrança remota da vida em sociedade. Ao narrar a história de meninos perdidos numa ilha paradisíaca, aos poucos se deixando levar pela barbárie, Golding constrói uma história eletrizante, ao mesmo tempo uma reflexão sobre a natureza do mal e a tênue linha entre o poder e a violência desmedida. A nova tradução para o português mostra como Senhor das Moscas mantém o mesmo impacto desde o seu lançamento: um clássico moderno; um livro que retrata de maneira inigualável as áreas de sombra e escuridão da essência do ser humano.
Eu Sou a Lenda (Richard Matheson,1964)
Sinopse: Robert Neville é o último homem vivo sobre a Terra... mas ele não está sozinho. Cada outro homem, mulher e criança na Terra se tornou um vampiro, e todos estão famintos pelo sangue de Neville. De dia, ele é o caçador, caçando os não mortos adormecidos através das ruínas abandonadas da civilização. À noite, se entrincheira em sua casa e reza pela madrugada. Quanto tempo pode um homem sobreviver num mundo de vampiros?
O Incrível Homem que Encolheu (Richard Matheson, anos 80)
Sinopse: Sua esposa e família são agora gigantes inalcançáveis, o gato da casa, uma terrível ameaça; Scott precisa lutar pela sobrevivência em um mundo que se torna cada vez maior e mais perigoso - até se defrontar com o paroxismo do medo no limiar da não existência. Inclui o romance completo e nove dos contos mais memoráveis de Richard Matheson, consagrado autor de Eu sou a lenda e Amor além da vida.
O Assassinato de Roger Ackroyd (Agatha Christie, 1926)
Sinopse: Três mortes estranhas em seqüência despertam grande curiosidade na moradora de uma pequena vila inglesa. Ela tem então por vizinho um visitante, chamado Hércule Poirot. Essas três mortes envolvem respectivamente um assassinato, um suicídio e um segundo assassinato. O primeiro corpo é do marido de uma mulher que, depois, se suicida. Seu suicídio é seguido pela morte de um terceiro homem, que se descobre ser amante dela. A mulher, por sua vez, estava sendo chantageada em função de ter matado o marido para ficar com o amante. O assassino de seu amante talvez seja, então, o chantagista, que estava para ser descoberto, ou talvez não seja. Só três pessoas podem descobrir a verdade: a senhora inglesa, o detetive belga e o leitor brasileiro.
Rebecca (Daphne Du Maurier, 1938)
Sinopse: Escrito em 1938, é um clássico onde os sentimentos adquirem um lugar de destaque. Sentimentos no feminino, já que se trata da história de duas mulheres que se envolvem com o mesmo homem, apenas com uma particularidade: Rebecca está morta. E é o fantasma, embora nunca visível, do seu passado que assombra a nova mulher, agora casada com o nobre britânico e apaixonado de Rebecca. A intriga é assombrosa e ao mesmo tempo envolvente deixando sempre a sensação de que Rebecca é omnipresente. E é com esta imagem antiga que a nova mulher do viúvo Maxim de Winter terá de enfrentar todos os que amavam Rebecca e que a encaram como alguém que veio para lhe roubar o lugar. Rebecca é o romance que celebrizou Daphne du Maurier e que conheceu 28 reedições em quatro anos só na Grã-Bretanha.
Um Beijo Antes de Morrer (Ira Levin, 1953)
Sinopse: Ele é um jovem e brilhante universitário, herói de guerra, invejado pelos colegas e disputado pelas mulheres. Acalenta planos ambiciosos para o futuro, nos quais não se inclui casamento. Assim, quando a amante anuncia que está grávida, a primeira reação de Burton Corliss é de ódio, um ódio que logo se transforma na fria determinação de matá-la...Este é o início da trajetória de um homem que, após o primeiro crime, não poderá mais parar, enredado na própria teia de dissimulações para ocultar o terrível segredo. Num clima de eletrizante suspense, desenha-se o perfil de um assassino que se acredita impune e que, cada vez mais ousado, não imagina que um pequeno detalhe no jogo do acaso poderá significar sua ruína. Para o leitor, torna-se impossível não experimentar um misto de fascínio e horror por esse personagem que lembra muito outro célebre anti-herói da ficção: o cínico e amoral Tom Ripley, da obra de Patricia Highsmith. Romance de estréia de Ira Levin no terreno do policial psicológico.
Luz em Agosto (Willian Faulkner, 1932)
Sinopse: É um romance de arquitetura complexa. A ruptura com a linearidade desconcerta o leitor. O tempo é estilhaçado e é pela valorização dos estilhaços que Faulkner multiplica os pontos de vista, iluminando figuras sublimes e grotescas. Da atmosfera de violência e horror do Mississippi surgem personagens profundamente humanas: o assassino dilacerado pela herança de sangue; a mulher de família abolicionista hostilizada por uma cidade orgulhosa de seu passado escravocrata; o pastor refém de um passado familiar de violência e glória; o brutal defensor da lei; o casal de velhos atormentados pelo fantasma do neto; o homem solitário que pensou estar livre das desgraças, e dos encantamentos, de amar; a jovem decidida e ingênua. Mas a história não termina aí. Toda a maestria da construção de Luz em agosto se confirma no último capítulo, numa reviravolta narrativa que o consagrou definitivamente. O leitor, guiado por Faulkner, encerra o livro em estado de assombro. Viveu intensamente o horror, tomou contato com os recônditos da alma. Percebeu o passado como um inimigo que não dá trégua. Será assombrado por imagens poderosas. Um livro que não tem fim.
O Intruso (Willian Faulkner, 1948)
Sinopse: Na década de 1940, quando o Sul dos Estados Unidos pegava fogo por conta dos conflitos raciais, Lucas Beauchamp, um fazendeiro “negro que tratava as mulheres de madame”, é encontrado inconsciente, com uma arma recém-disparada na mão e um cadáver sob o corpo. Acusado de assassinar um homem branco, ele jura ser inocente. A população, no entanto, quer linchá-lo, sem julgamento. Por mais que a cadeia que o prende – e também o protege – seja reforçada, a fúria irracional dos racistas não tem limites. Um crime tão hediondo precisa ser vingado com sangue.
O Quinto Personagem (Robertson Davies, 1986)
Sinopse: Um retrato profundamente comovente de um ser humano sensível, cuja compreensão de seu papel na vida proporciona uma visão dos desígnios tortuosos do destino...
As Regras da Casa de Sidra (John Irving, 1986)
Sinopse: No início do século XX, num pequeno orfanato no estado americano do Maine, os bebês contam com a proteção e o carinho do Dr. Wilbur Larch e de suas duas enfermeiras assistentes. Mas o local também guarda um segredo - muitas mulheres o procuram para evitar que seus filhos nasçam, pelas mãos do mesmo Dr. Larch. Quando o jovem órfão Homer Wells, aprendiz de Larch, entra em conflito com seu protetor por discordar da prática do aborto, tem início uma saga de desdobramentos éticos inimagináveis.
Um Estranho no Ninho (Ken Kesey, 1962)
Sinopse: Esta obra relata os dias de R.P. McMurphy em um hospício. Ao ser condenado por um crime, ele se finge de louco para escapar da cadeia e agora enfrenta os desafios de uma instituição em que a insegurança e o medo imperam sob o comando de uma sádica enfermeira. Logo, McMurphy descobre que pode modificar aquela realidade, transformando suas vidas para sempre.
O Colecionador (John Fowles, 1963)
Sinopse: O romance narra a história de Frederick Clegg, um funcionário público que coleciona borboletas e, subitamente, se torna dono de uma fortuna. Ele então passa a ter uma ambição: sequestrar a bela Miranda, seu amor platônico. A trama se desenvolve com a disformidade da personalidade de Clegg, que tem a seu favor apenas a superioridade de força, contra a vitalidade e inteligência de Miranda que, contando com sua superioridade de caráter, confunde e ofusca o medíocre sequestrador.
Macbeth (Shakespeare, 1605 ou 1606)
Sinopse: Macbeth é um general do exército escocês muito apreciado pelo seu monarca, o rei Duncan, por sua lealdade e seus préstimos guerreiros. Um dia, ele e Banquo, outro general, são abordados por três bruxas, que fazem os seguintes vaticínios: Macbeth será rei; Banquo é menos importante, mas mais poderoso que Macbeth; e os filhos de Banquo serão reis. Macbeth não compreende as confusas palavras das aparições, mas elas calam fundo dentro de si. Ele relata o estranho encontro para a mulher, Lady Macbeth – uma das mais perfeitas vilãs da literatura –, que, ambiciosa, exerce seu poder sobre o marido, levando-o a cometer o gesto fatal de traição ao rei que desencadeará a tragédia dos dois e uma reviravolta na corte.
Os Ratos nas Paredes (H.P. Lovecraft, 1923)
Sinopse: Não encontrada, o livro não foi traduzido em português.
Psicose (Robert Bloch, 1959)
Sinopse: Livremente inspirado no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bates, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.
O Toque Mágico (F. Paul Wilson,1986)
Sinopse: Dr. Alan Bulmer de repente, ele descobriu que era capaz de realizar milagres...mas apenas uma única e imprevisível hora do dia.
Segundo Stephen King os livros O Senhor das Moscas, Eu Sou a Lenda e o O Incrível Homem que Encolheu o ajudaram a moldar melhor a sua forma de escrever. O Assassinato de Roger Ackroyd, Rebecca e Um Beijo Antes de Morrer ele aprendeu melhor sobre enredos. Luz em Agosto, O Intruso, O Quinto Personagem e As Regras da Casa de Sidra mostrou o caminho a ele sobre verdades universais. Um Estranho no Ninho, O Colecionador e Eu Sou a Lenda o ensinou a escrever romances. Macbeth, Os Ratos nas Paredes, Psicose e O Toque Mágico o ensinou sobre o valor literário das histórias de terror. Fica a dica dos clássicos. Essa semana tem mais Stephen King, aguarde.


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